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Aqui está algo que tenho pensado.
Investidores não gerenciam riscos. Eles gerenciam narrativas.
O capital não gira quando o risco muda. Ela gira quando a história que os investidores contam para si mesmos – e se sentem à vontade para repetir para os outros – muda. Os mercados se movem primeiro. Depois, os investidores racionalizam depois.
A custódia do Bitcoin é um exemplo claro disso. Soluções seguras e conformes existem há anos, mas ainda assim são citadas como motivo para ficar à margem. Não porque as ferramentas estejam quebradas, mas porque a posse não pareceu normal. A guarda não é um problema técnico há muito tempo – tem sido um problema psicológico.
Céticos não precisam de mais informações – precisam de prova social.
A verdadeira limitação nunca foi o acesso. As instituições precisavam de estruturas que se encaixassem nas restrições legais e de carreira. O varejo precisava de uma propriedade que não parecesse imprudente. Em ambos os casos, a barreira não era infraestrutura – era permissão.
Quando a história mudou – presidentes falando sobre Bitcoin, BlackRock lançando produtos, corretores oferecendo acesso – o comportamento se seguiu. A mecânica não mudou muito; a narrativa sim.
O mesmo padrão aparece repetidas vezes. Os bancos não mudaram de ideia sobre cripto; Eles encontraram uma linguagem que tornava a participação defensável. Fundos tokenizados do mercado monetário e tokens de depósito não são mudanças radicais de risco. São pontes narrativas.
Quando as pessoas dizem que estão "esperando confirmação", geralmente querem dizer que estão esperando por consenso. Quando uma narrativa parece segura, o risco já mudou. E o preço também.
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